sábado, 25 de junho de 2011

VA 10 - Democracia e educação em direitos humanos

   O autor de base desta VA foi Dewey que afirma ser a democracia um  modo de vida, um modo de conduzir as vidas.
   Democracia, enquanto modo de vida, é a expressão ética que exige formação tanto individual quanto cooperativa.
   Para se atender a essa necessidade formativa a escola precisa preparar o indivíduo crítico, ativo, responsável, comprometido e solidário.  Esse fortalecimento de práticas individuais e sociais  levam à iniciativa.  O ambiente escolar deve concretizar os ambientes democráticos, não se pode falar uma coisa e fazer outra.
   A escola deve educar para e pela democracia e direitos humanos.  Educar para a democracia enquanto leva ao conhecimento dos conteúdos .  Educar pela democracia enquanto vivencia práticas democráticas e promotoras dos direitos humanos.
   Essa educação em direitos humanos deve ser trabalhada em três campos : epistemológico,conhecimentos e habilidades; axiológico, valores, atitudes e comportamentos e práxis, a ação. Esse trabalho conjunto nos três campos leva  a três níveis de conteúdos; maxiconteúdos, as grandes categorias que integram os três campos;  intermediários, conhecimentos específicos  e miniconteúdos, as especificidades de cada realidade.
  Para inserir esses conteúdos no currículo busca-se a dimensão didático- pedagógica e epistemológica do conhecimento.

VA 9 - Educação comunitária e direitos humanos

  A professora Ana Maia faz uma explanação sobre educação comunitária, seus contextos educativos e da ideia de cidade educadora.
  Tendo como base o educador espanhol Trilla ela explica as três dimensões para a relação educação e cidade:
- aprender na cidade - espaços educativos ;
- aprender da cidade - possibilita a criticidade;
- aprender a cidade - relação de troca; cidadania ativa.
  Ela afirma que para se trabalhar a cidade dentro da escola é necessário fazer um  mapeamento para descobrir os lugares de possíveis parcerias.
  Resumindo : a educação comunitária olha para os espaços fora da escola, levanta seus problemas, traz para dentro e faz com que seus alunos pensem e proponham sugestões para resolve-los, permitindo que seus alunos exercitem sua cidadania ativa.


 Ainda nesta VA , a professora Ana Maria faz um breve histórico dos tratados sobre Direitos Humanos, e deixa claro que na escola os direitos humanos traduzem-se em conhecimentos, valores e ações necessárias à formação de cidadãos ativos  em sociedades democráticas e ao desenvolvimento integral do ser humano. É a formação para a cidadania.

VA 6 - Educação Comunitária e questões de gênero na escola

  Nesta VA a professora Valéria relata um recorte de uma pesquisa  realizada com 59 alunos e 5  professores de uma escola na periferia de São Paulo,  com o objetivo de levantar a existência de conflitos de gêneros na comunidade e de buscar resoluções destes.   Foi realizado um projeto de investigação e intervenção.
 Durante a investigação houve a busca de dados qualitativos e quantitativos que permitiram sintetizar os resultados da intervenção.
 Foram instrumentos desta investigação:
1 - observações diretas e indiretas;
2 - diários de campo;
3 - entrevistas individuais orais e por escrito;
4 - questionários abertos ;
5 - relatórios dos professores  bolsistas sobre seus sub-projetos.
 A intervenção  no cotidiano escolar ,  nas relações com os conteúdos educativos  e na comunidade para a compreensão das situações de conflitos de gênero e, principalmente no que dizia respeito à violência,seguiu os passos:
1 - planejamento de ações, como orientar os docentes, possibilitar a parceria entre universidade e escola;
2 - estabelecimento do Fórum de Ética e Cidadania;
3 - implantação da pedagogia de projetos.
  Durante a pesquisa verificou-se a existências de categorias "não- morais", "mágicas" e " morais" para a resolução de conflitos.  Após a intervenção , nova coleta de dados foi feia e percebeu-se o aumento das resoluções na categoria "  moral", tanto nos homens quanto nas mulheres.

VA 5 - Protagonismo juvenil e participação escolar

     O aluno precisa ser o protagonista da sua aprendizagem
     O professor precisa favorecer esse protagonismo possibilitando o acesso aos bens culturais e garantindo a formação política que permita ao aluno participar da vida social de forma  mais crítica, dinâmica e autônoma.
     A educação tem como objetivo  a formação do jovem cidadão e isso só  é possível  dentro das metodologias ativas de aprendizagem.
      A aprendizagem baseada em problemas é uma metodologia ativa de aprendizagem  contextualizada no mundo.  Nesta metodologia os problemas são trazidos para a escola com o objetivo em estuda-los e construir soluções.
     As estratégias de resolução de problemas e de mediação de conflitos, as assembleias escolares, os fóruns de ética e cidadania, e os grêmios estudantis são ações que possibilitam a participação ativa do aluno.

VA 2 - Fórum escolar de Ética e Cidadania

    O Fórum escolar de ética e cidadania tem como objetivo promover a articulação entre escola e comunidade com a intenção de desenvolver ações éticas , de convivência democrática, que privilegiem os direitos humanos e a inclusão social.
    Este fórum deve ser composto por professores, alunos,direção, funcionários da escola, membros da família e representantes de diferentes segmentos da comunidade.
   O papel do fórum é reunir escola e comunidade.  Suas atribuições dependerão das necessidades tanto da escola quanto da comunidade.
   É um espaço democrático de formação ética e cidadã onde as pessoas dialogam.

VA 1 - A escola e as relações com a comunidade

   O professor Ulisses  inicia a discussão sobre a necessidade da escola romper seus muros , trazendo o mundo externo para dentro dela .  Com essa abertura  amplia os espaços educativos e foca as ações no enriquecimento do currículo.
   A articulação entre escola e comunidade acontece em 3 níveis ou movimentos que se complementam:
- 1 - para fora da escola -  a busca dos problemas;
- 2 - para dentro da escola - trazendo esses problemas e pensando em como  resolve-los  de forma transdisciplinar;
- 3 - protagonismo dos alunos - promovendo os acessos aos bens culturais e garantindo a formação política necessária  para que ele , aluno, participe de forma autônoma e crítica da vida social.
   A Educação Comunitária, portanto, permite que a escola se abra para a comunidade com o objetivo de integra-la ao currículo escolar .