sábado, 25 de junho de 2011

VA 26 - Uh-Batuk-Erê: uma ação de comunidade

   Nesta última VA o professor Edson traz a experiência vivida em uma escola  e na comunidade onde é inserida,  da zona norte de São Paulo.
    Nesta escola havia um grande número de alunos estigmatizados e com baixa autoestima .  Isso favorecia o não posicionamento destes alunos e a distorção de sua identidade.
    Iniciou-se um trabalho com a Arte, tendo como objetivo  eliminar os conflitos e garantir o desenvolvimento da autonomia e o diálogo entre as diferentes  tradições  que compunham a comunidade.
    Para que o trabalho acontecesse iniciaram-se 5 frentes: encontros de formação; oficinas de arte; fóruns comunitários; trilhas culturais e de observação e apresentações internas e externas que favoreciam o protagonismo dos alunos.
    Essas ações trouxeram reconhecimento tanto para a escola quanto para a comunidade.  Permitiu, também, que os alunos percebessem que algo precisava ser mudado mas haviam coisas que precisavam permanecer e, que para decidir o que muda ou o que permanece é necessário dialogar.



    Com esse trabalho os alunos passaram a ter opinião e a se posicionar além de perceber a escola como espaço de decisões que tem responsabilidade comunitária.

VA 25 - Relações com as comunidades e a potência do trabalho em rede

    A professora Patrícia Junqueira trata da contemporaneidade e a define como um tempo de paradoxos.  Destacando apenas algumas das várias tensões:
1 - cultura de massa X cultura local - possibilidade de ser um cidadão do mundo sem perder sua identidade, sua referência de origem;
2 - tradição X modernidade - permite o desenvolvimento de autonomia e o domínio do progresso;
3 - competição X igualdade de oportunidades - neste mundo competitivo fazer com que essa competição seja para estimular e a cooperação seja meio de reforço possibilitando a solidariedade que une.

VA 22 - Lazer, juventude e esporte

  O professor Ricardo Uvinha procura mostrar a importância do esporte na juventude e no lazer.
  Em uma pesquisa internacional fica claro que os jovens de hoje estão muito ligados às mídias, principalmente à TV.  Grande parte desses jovens passa seus momentos de lazer em frente à televisão.O professor Ricardo trata da importância em estudar, analisar e compreender  as diferentes formas de analise do lazer destes jovens. Trata especialmente dos grupos ou "tribos" e suas especificidades , ou seja, seus espaços, sua linguagem, vestimenta, música e relações. .
   Aqui é introduzido o termo pedaço.  Pedaço é o espaço simbólico entre a casa e a rua, entre o público e o privado, entre o formal e o informal, encontro entre os pares.
   O pedaço possui dois componentes, um de ordem espacial, o espaço físico e outro de ordem simbólica composto pelas  relações sociais estabelecidas.
   Para finalizar , o professor exemplifica com os esportes de aventura, determinando seus ambientes, suas características e público envolvido.

VA - 21 - Lazer, cultura e elementos comunitários

   O professor Ricardo Uvinha traz alguma abordagens sobre o Lazer.  Lazer enquanto esfera cultural, e na dimensão  subjetiva.
   Para Henderson o estudo do lazer possui três abordagens: tempo, atividade e estado da mente.  Já para Dumazediu o lazer está relacionado ao tempo livre.
   O professor Ricardo trabalha com a  ideia dos três D's:  descanso; divertimento e desenvolvimento.
   Ainda com base em Dumazediu , explica os conteúdos culturais de lazer e seus interesses:
- artísticos - ligados à emoção e sentimentos;
- intelectuais - desvinculados à obrigação;
- manuais - de manipulação;
- sociais - contato pessoal;
- físicos -  onde prevalecem o movimento;
- turísticos - quebra de rotina de tempo e espaço.

VA 18 - A valorização da cultura corporal da comunidade no currículo escolar

   Cultura corporal é toda produção simbólica que envolve práticas corporais.  É um conceito amplo. É o conjunto de conhecimentos que envolvem  jogos, brincadeiras e esportes.
    A valorização da cultura corporal da comunidade no currículo escolar vem com o objetivo de ampliar as visões, de permitir um privilégio equilibrado entre os diferentes grupos que compõem a comunidade,trata-se de uma justiça curricular.
   A cultura corporal é um patrimônio que precisa ser valorizado pela escola .    A escola poderá faze um mapeamento desta cultura corporal, permitir uma resignificação das práticas corporais, aprofundar e ampliar os conhecimentos sobre elas.

VA 17 - Transformações sociais, currículo e cultura

    Para trabalhar a interrelação entre as transformações socias, o currículo e a cultura e como estes influenciam na prática pedagógica, o professor Marcos Neira elege o tema Globalização como exemplo.
   Além deste tema, faz um breve estudo sobre as teorias curriculares, sobre  Cultura ,  os estudos culturais, finalizando com o campo de lutas ,defendido por Hall, para a validação de significados.

VA 14 - A cartografia e a representação dos lugares

  Partindo do estudo de alguns mapas antigos  a professora Sonia define o mapa como um texto.
  O mapa é uma linguagem, ele passa informação.  Com o estudo dos mapas aprendemos a le-los criticamente, não apenas suas legendas mas o que o mapa representa.
  Os valores sociais, culturais e históricos estão presentes na elaboração dos mapas.

VA 13 - A cidade como projeto educativo

   A professora Sônia Castellar inicia com a seguinte pergunta:  Por que pensar a cidade?
   Pensar a cidade para compreende-la , como se constituiu, como se transforma, como se organiza. Pensar na cidade como facilitadora na aceitação de diversidade cultural.  Para entender a dimensão social, cultural e econômica.
   Pensar a cidade para estabelecer uma relação entre o saber formal e o informal.
   Existem diferentes formas de estudar a sociedade, mas o objetivo sempre deve ser entender para melhorar.
  A cidade educadora estimula a aprendizagem  pois supera a superficialidade dos conteúdos aprendidos na escola.  esses conteúdos passam a ter sentido e significado.

VA 10 - Democracia e educação em direitos humanos

   O autor de base desta VA foi Dewey que afirma ser a democracia um  modo de vida, um modo de conduzir as vidas.
   Democracia, enquanto modo de vida, é a expressão ética que exige formação tanto individual quanto cooperativa.
   Para se atender a essa necessidade formativa a escola precisa preparar o indivíduo crítico, ativo, responsável, comprometido e solidário.  Esse fortalecimento de práticas individuais e sociais  levam à iniciativa.  O ambiente escolar deve concretizar os ambientes democráticos, não se pode falar uma coisa e fazer outra.
   A escola deve educar para e pela democracia e direitos humanos.  Educar para a democracia enquanto leva ao conhecimento dos conteúdos .  Educar pela democracia enquanto vivencia práticas democráticas e promotoras dos direitos humanos.
   Essa educação em direitos humanos deve ser trabalhada em três campos : epistemológico,conhecimentos e habilidades; axiológico, valores, atitudes e comportamentos e práxis, a ação. Esse trabalho conjunto nos três campos leva  a três níveis de conteúdos; maxiconteúdos, as grandes categorias que integram os três campos;  intermediários, conhecimentos específicos  e miniconteúdos, as especificidades de cada realidade.
  Para inserir esses conteúdos no currículo busca-se a dimensão didático- pedagógica e epistemológica do conhecimento.

VA 9 - Educação comunitária e direitos humanos

  A professora Ana Maia faz uma explanação sobre educação comunitária, seus contextos educativos e da ideia de cidade educadora.
  Tendo como base o educador espanhol Trilla ela explica as três dimensões para a relação educação e cidade:
- aprender na cidade - espaços educativos ;
- aprender da cidade - possibilita a criticidade;
- aprender a cidade - relação de troca; cidadania ativa.
  Ela afirma que para se trabalhar a cidade dentro da escola é necessário fazer um  mapeamento para descobrir os lugares de possíveis parcerias.
  Resumindo : a educação comunitária olha para os espaços fora da escola, levanta seus problemas, traz para dentro e faz com que seus alunos pensem e proponham sugestões para resolve-los, permitindo que seus alunos exercitem sua cidadania ativa.


 Ainda nesta VA , a professora Ana Maria faz um breve histórico dos tratados sobre Direitos Humanos, e deixa claro que na escola os direitos humanos traduzem-se em conhecimentos, valores e ações necessárias à formação de cidadãos ativos  em sociedades democráticas e ao desenvolvimento integral do ser humano. É a formação para a cidadania.

VA 6 - Educação Comunitária e questões de gênero na escola

  Nesta VA a professora Valéria relata um recorte de uma pesquisa  realizada com 59 alunos e 5  professores de uma escola na periferia de São Paulo,  com o objetivo de levantar a existência de conflitos de gêneros na comunidade e de buscar resoluções destes.   Foi realizado um projeto de investigação e intervenção.
 Durante a investigação houve a busca de dados qualitativos e quantitativos que permitiram sintetizar os resultados da intervenção.
 Foram instrumentos desta investigação:
1 - observações diretas e indiretas;
2 - diários de campo;
3 - entrevistas individuais orais e por escrito;
4 - questionários abertos ;
5 - relatórios dos professores  bolsistas sobre seus sub-projetos.
 A intervenção  no cotidiano escolar ,  nas relações com os conteúdos educativos  e na comunidade para a compreensão das situações de conflitos de gênero e, principalmente no que dizia respeito à violência,seguiu os passos:
1 - planejamento de ações, como orientar os docentes, possibilitar a parceria entre universidade e escola;
2 - estabelecimento do Fórum de Ética e Cidadania;
3 - implantação da pedagogia de projetos.
  Durante a pesquisa verificou-se a existências de categorias "não- morais", "mágicas" e " morais" para a resolução de conflitos.  Após a intervenção , nova coleta de dados foi feia e percebeu-se o aumento das resoluções na categoria "  moral", tanto nos homens quanto nas mulheres.

VA 5 - Protagonismo juvenil e participação escolar

     O aluno precisa ser o protagonista da sua aprendizagem
     O professor precisa favorecer esse protagonismo possibilitando o acesso aos bens culturais e garantindo a formação política que permita ao aluno participar da vida social de forma  mais crítica, dinâmica e autônoma.
     A educação tem como objetivo  a formação do jovem cidadão e isso só  é possível  dentro das metodologias ativas de aprendizagem.
      A aprendizagem baseada em problemas é uma metodologia ativa de aprendizagem  contextualizada no mundo.  Nesta metodologia os problemas são trazidos para a escola com o objetivo em estuda-los e construir soluções.
     As estratégias de resolução de problemas e de mediação de conflitos, as assembleias escolares, os fóruns de ética e cidadania, e os grêmios estudantis são ações que possibilitam a participação ativa do aluno.

VA 2 - Fórum escolar de Ética e Cidadania

    O Fórum escolar de ética e cidadania tem como objetivo promover a articulação entre escola e comunidade com a intenção de desenvolver ações éticas , de convivência democrática, que privilegiem os direitos humanos e a inclusão social.
    Este fórum deve ser composto por professores, alunos,direção, funcionários da escola, membros da família e representantes de diferentes segmentos da comunidade.
   O papel do fórum é reunir escola e comunidade.  Suas atribuições dependerão das necessidades tanto da escola quanto da comunidade.
   É um espaço democrático de formação ética e cidadã onde as pessoas dialogam.

VA 1 - A escola e as relações com a comunidade

   O professor Ulisses  inicia a discussão sobre a necessidade da escola romper seus muros , trazendo o mundo externo para dentro dela .  Com essa abertura  amplia os espaços educativos e foca as ações no enriquecimento do currículo.
   A articulação entre escola e comunidade acontece em 3 níveis ou movimentos que se complementam:
- 1 - para fora da escola -  a busca dos problemas;
- 2 - para dentro da escola - trazendo esses problemas e pensando em como  resolve-los  de forma transdisciplinar;
- 3 - protagonismo dos alunos - promovendo os acessos aos bens culturais e garantindo a formação política necessária  para que ele , aluno, participe de forma autônoma e crítica da vida social.
   A Educação Comunitária, portanto, permite que a escola se abra para a comunidade com o objetivo de integra-la ao currículo escolar .